Governo Federal assegura R$ 2,6 bilhões para investimentos privados em portos
A primeira desestatização portuária da história, o leilão de três terminais e a assinatura de contratos de arrendamento de sete diferentes áreas vão garantir R$ 2,675 bilhões em investimentos privados nos próximos anos em diversos estados brasileiros. Os certames e a formalização das concessões ocorreram nesta quarta-feira (30/3), na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3. Respectivamente, a primeira administração portuária a ser alienada pela União, a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), trará R$ 850 milhões em investimentos privados. Já os terminais leiloados – STS11, PAR32, e SUA07 – terão aporte de R$ 828,7 milhões durante a duração dos seus contratos. Além deles, a assinatura dos sete contratos de arrendamentos de áreas já concedidas pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Infraestrutura, garante R$ 997 milhões. Modelagem A Codesa foi arrematada pela empresa Fip Shelf 119 Multiestratégia, que se comprometeu pagar R$ 106 milhões pela outorga. São R$ 850 milhões em investimentos previstos, sendo R$ 335 milhões em novas instalações e melhorias nos portos de Vitória e Barra do Riacho e outros R$ 515 milhões em obras de manutenção, como de dragagem dos canais de acesso aos terminais. De acordo com o secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni, o desafio do projeto de privatização da Codesa foi equilibrar uma série de obrigações atribuídas ao concessionário ao interesse público, sem gerar falta de atratividade para a iniciativa privada. “O resultado do leilão confirma que conseguimos encontrar o equilíbrio, com um contrato que atinge o objetivo de política pública com o interesse da iniciativa privada”, disse. O secretário afirmou ainda que o leilão foi uma confirmação de premissa e que o êxito do modelo deve dar celeridade aos certames dos portos de Itajaí (SC), São Sebastião (SP) e Santos (SP), que serão realizados ainda em 2022, e da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), previsto para 2023. “Logicamente esses projetos têm suas peculiaridades, mas a base do que modelamos se mantém, e com o sucesso de hoje estamos tranquilos para prosseguir”, completou Piloni. Terminais Após o leilão de desestatização da Codesa, houve a concessão dos três terminais portuários. O primeiro foi do PAR32, do Porto de Paranaguá, arrematado pela empresa FTS Participações, do grupo Fortesolo, com um único lance. A área situada no maior porto exportador de produtos agrícolas do Brasil será arrendada por 10 anos, período em que serão feitos investimentos na casa da R$ 4,1 milhões para melhoria dos armazéns e na instalação de novos equipamentos. Já o consórcio SUA Granéis vai investir R$ 59,8 milhões no terminal SUA07, do Porto de Suape, durante os 25 anos de contrato. A área movimenta e armazena granéis vegetais como trigo, milho, açúcar e, especialmente, malte e cevada, além de granéis minerais como de coque de petróleo e carga geral. Com sua movimentação de carga representada principalmente pelas exportações de grãos, como soja, milho e farelo de soja, o terminal STS11, do Porto de Santos foi arrendado para a Cofco Internacional Brasil, empresa de processamento de alimentos, que vai investir R$ 764,8 milhões em 25 anos de contrato. Assinatura Ainda houve a assinatura com vencedores de etapas anteriores de leilões portuários promovidos pelo MInfra. Foram formalizados os investimentos nos terminais STS08A, do Porto de Santos (SP); SSD09, no Porto de Salvador (BA); MUC01, no Porto de Fortaleza (CE); MCP02, no Porto Organizado de Santana (AP); IMB05, do Porto de Imbituba (SC); BEL09, no Terminal Petroquímico de Miramar, no Porto de Belém (PA); e MAC13, no Porto de Maceió (AL). Juntas, as novas arrendatárias devem aplicar R$ 997,01 milhões na modernização dessas estruturas portuárias durante as vigências dos contratos. Fonte: Minfra
TVV aguarda com ansiedade vencedor do leilão da Codesa, diz diretor
O diretor de terminais do Terminal de Vila Velha (TVV), Ilson Hulle, disse, na última quarta-feira (9), que a empresa está otimista e enxerga potenciais ganhos a partir da concessão da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), prevista para o dia 30 de março. A empresa, subsidiária da Log-In, espera que, com a transferência da gestão da autoridade portuária para o setor privado, os processos sejam mais céleres e o serviço de dragagem ocorra de forma eficiente. Ele também destacou a possibilidade de adensamento de novas áreas, o que praticamente não ocorre nas atuais condições do Porto de Vitória. “Conhecendo o vencedor deste certame, esperamos estabelecer uma relação positiva e próspera, não só para a Log-In e o TVV, mas para o Porto de Vitória e para toda a comunidade portuária capixaba. Queremos contribuir com projetos e aguardamos com bastante ansiedade o vencedor desse processo”, disse Hulle, durante teleconferência com investidores. Na ocasião, ele lembrou que a Codesa deverá ser a primeira autoridade portuária do Brasil a ser privatizada e disse que, por o TVV ser o principal arrendamento desse porto público, a empresa acompanhou, de perto e desde início do projeto, o assunto e eventuais impactos que possam existir no negócio do terminal. A Log-In avalia que ter estudado todos os documentos divulgados e o edital ajudaram na decisão da companhia de não participar desse processo como interessado em bidar no certame da Codesa. “Não temos interesse porque somos operadores portuários e nosso negócio não é ser autoridade portuária. Fomos consultados por alguns interessados para entender o funcionamento e as potencialidades do porto”, contou o diretor. O TVV considera uma decisão positiva da modelagem do leilão a proteção dos atuais contratos. “Ao longo do processo, conseguimos junto ao governo federal retirar muitos itens que poderiam prejudicar nosso negócio”, comentou Hulle. Ele afirmou que a empresa não vê risco para o negócio, por entender que o contrato do TVV, renovado recentemente, está 100% garantido ao longo dos 25 anos. FONTE: Portos e Navios
Abeph comemora 64 anos de olho no fortalecimento de parcerias na área da educação

A Associação Brasileira de Empresas Portuárias e Hidroviárias (Abeph) comemora seus 64 anos de fundação hoje, com planos de ampliar suas parcerias na área da educação. Mayhara Chaves, presidente da Abeph e da Companhia Docas do Ceará, explicou que a meta para este ano é fortalecer o compromisso com a qualificação profissional dos funcionários do setor portuário, viabilizando descontos junto a entidades de ensino nacionais e internacionais. “Além dos cursos nacionais ministrados de forma online, queremos fechar parcerias com cursos internacionais”, disse. Atualmente, a Abeph já tem uma parceria com a Autoridade Portuária de Valência, na Espanha. Mas ideia, explica Mayhara, é fortalecer o papel da associação em relação à ampliação das ações de qualificação para os funcionários das companhias docas. Mayhara citou também a importância das consultorias contratadas pela Abeph, que visam a otimização de processos portuários e a transversalidade entre os portos. A presidente da Abeph ressaltou, ainda, o papel da associação nas negociações judiciais para garantir a manutenção do Portus, o fundo de pensão portuário – que, devido a suas dívidas, quase foi extinto nos últimos anos. “Por meio da Abeph, trabalhamos em conjunto nas negociações judiciais em busca de acordos. Também vale destacar que a solução do Portus saiu de dentro das reuniões da Abeph”, destaca Mayhara Chaves. Fonte: BE News / VANESSA PIMENTEL
ABEPH prestigia abertura do Brasil Export 2022

[vc_row][/vc_row][vc_column][/vc_column][vc_column_text]A presidente da ABEPH, Mayhara Chaves, prestigiou a abertura dos trabalhos do Brasil Export 2022, nesta quinta-feira (17/2), em Brasília. Ela representou o Conselho Feminino do Brasil Export. Na ocasião, o CEO do Brasil Export, Fabrício Julião, anunciou as novidades para este ano, que incluem o lançamento do Jornal diário BE News (@portalbenews), um aplicativo do Brasil Export – que traz toda a agenda e novidades do setor -, os encontros e viagens para conhecer e estudar os portos de Portugal e Espanha. O evento também contou com o lançamento do livro biográfico de José Roberto Campos.[/vc_column_text][vc_row][vc_column][vc_masonry_media_grid style=”load-more” items_per_page=”6″ element_width=”6″ gap=”10″ btn_style=”modern” btn_color=”default” btn_size=”xs” grid_id=”vc_gid:1645218853839-68345daf-af64-7″ include=”1185,1184,1181,1180,1179″][/vc_column][/vc_row]
Docas do Rio assina contrato para execução de obras no Cais da Gamboa no Porto do Rio de Janeiro
A Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) vai ampliar e modernizar o trecho mais antigo do Porto do Rio de Janeiro — o Cais da Gamboa, inaugurado em 1910. As obras estruturais, no valor de R$ 104 milhões, serão realizadas para permitir o aprofundamento dos berços de atracação e viabilizar a operação com navios de maior porte. No último dia 4 de fevereiro, foi assinado o contrato com o Consórcio Porto Rio, vencedor da licitação. A previsão é de que as obras sejam iniciadas em abril deste ano e concluídas no final do primeiro semestre de 2023. As obras, que serão fiscalizadas pela Superintendência de Engenharia da Docas do Rio, contemplarão uma extensão de 600 metros do Cais da Gamboa. Segundo o superintendente de Engenharia, Roberto Catalão, esse trecho do cais possui uma base de fundação de forma metálica com um muro duplo de pedras de cantaria de granito, preenchidos com concreto ciclópico – uma estrutura projetada e construída com as técnicas disponíveis à época para um calado de nove metros. “Essa profundidade não atende mais a maioria dos navios modernos, que necessitam de, pelo menos, 13,5 metros, mas para aumentarmos esse calado operacional precisamos modernizar as estruturas originais, que não suportariam uma dragagem”, explicou Catalão. O diretor de Gestão Portuária da Docas do Rio, Mário Povia, ressaltou que, após a execução das obras de modernização do cais, a autoridade portuária pretende realizar a dragagem do trecho: “Para o desenvolvimento de novos negócios e melhoria das condições de atratividade do Porto do Rio de Janeiro, é imperativo o aumento do calado operacional dessa área, que passará a receber navios de maior porte, permitindo a otimização do uso de uma infraestrutura que é fundamental para o porto, que a partir de então estará apto a captar novas cargas e novas linhas de navegação”. Para o superintendente de Gestão Portuária do Rio de Janeiro e Niterói, Leandro Lima, com a execução dessas obras, o Porto do Rio de Janeiro atingirá um melhor desempenho no uso da retroárea, na logística de transporte interno e na segurança das operações, captando maior fluxo de cargas: “Esse trecho do Cais da Gamboa tem uma grande vocação para movimentar diversos tipos de carga geral e granéis, como trigo, ferro gusa, concentrado de zinco, cargas de apoio às atividades offshore, entre outros. Com a modernização do cais e o aprofundamento do acesso aquaviário, esse mix de cargas será mais variado e rentável, podendo até duplicar a demanda”. A CDRJ destaca que os estudos realizados confirmam a viabilidade técnica, socioeconômica, financeira e ambiental da obra, que não vai modificar as condições atuais do meio ambiente e manterá as características básicas do cais existente. As etapas das obras incluirão: a execução de estacas para dar suporte à nova viga de coroamento do cais; injeção de nata ou solo de cimento que funcionará como uma parede de contenção para impedir a erosão abaixo do muro do cais; vigas de coroamento, uma sobre o cais atual e outra a cerca de cinco metros, apoiada nas novas estacas; e lajes pré-moldadas com capa de concreto, apoiadas nas vigas de coroamento. Fonte: Portos e Navios
Portos do Brasil registram movimentação e faturamento recordes em 2021
Os portos de Santos, Suape e os do Rio de Janeiro bateram recorde de movimentação e faturamento no ano de 2021. De acordo com as companhias que administram os terminais, os principais fatores para esse crescimento foram a taxa de câmbio e a alta da exportação de commodities. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), até outubro do ano passado, o setor já havia movimentado 1,010 bilhão de toneladas de cargas, um aumento de 5,5% em relação ao mesmo período de 2020. O porto de Santos atingiu a marca de 147 milhões de toneladas em movimentação de cargas, um número 0,3% maior que o registrado em 2020. O que motivou o resultado, segundo a companhia, foram a movimentação de contêineres, soja e fertilizantes. Além disso, o número de importações cresceu 10,4%, somando 43,9 milhões de toneladas. A Companhia Docas do Rio de Janeiro, responsável pela administração dos portos da capital, Itaguaí, Niterói e Angra dos Reis, registrou recorde histórico de faturamento, com a marca de R$ 1 bilhão, um crescimento em termos nominais de 62,1% em relação a 2020. Segundo o diretor-presidente da Docas do Rio, Francisco Antônio de Magalhães Laranjeira, o resultado foi impulsionado tanto pela alta na movimentação de cargas, quanto pelas variáveis como a taxa de câmbio e o preço do minério de ferro no mercado internacional, que amplificaram as receitas da exportação deste produto. O porto de Suape, em Pernambuco, registrou também um faturamento recorde, de mais de R$ 293 milhões, o que representa um aumento de 14% em relação a 2020. O terminal conseguiu aumentar a receita, mas não a movimentação. Isso porque a Refinaria Abreu e Lima, responsável por 30% da carga do porto, teve uma paralisação obrigatória por 60 dias, para manutenção das instalações. O diretor de Gestão Portuária do terminal de Suape, Paulo Coimbra, explica que, com a falta dos granéis líquidos que vinham da refinaria, a parte administrativa buscou exportar e importar outros produtos que compensassem a perda de receita, como dos granéis sólidos. “O trigo teve um crescimento anormal para esse período, de 12% em relação a 2020. Os contêineres também movimentaram o porto e tiveram um aumento de participação de 7%, mesmo com as tarifas um pouco altas aqui em Suape. O setor de metal mecânico também teve crescimento significativo, as chapas de aço, por exemplo, cresceram 25%.”, explica. De acordo com o diretor de Políticas Macroeconômicas do Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA), José Ronaldo Junior, o crescimento significativo na importação de insumos produtivos e a retomada de produção da indústria foram os responsáveis pelo aumento nas movimentações nos terminais portuários. “No ano de 2020 tivemos uma falta de contêineres por conta da pandemia, já que os portos fecharam e eles ficaram parados nos portos com produtos. Em 2021 continua falta de contêineres, mas menos, então o crescimento de um ano para outro pode ser explicado por isso. Dos commodities, a soja foi o principal destaque, porque teve aumento de produção e exportação, em termos nacionais, no ano passado.”, explica. Além disso, o minério de ferro também teve um crescimento importante, principalmente em exportações. De acordo com a ANTAQ, o minério de ferro é a maior mercadoria em termos de carga do país, seguido pelo óleo bruto de derivados de petróleo, e em terceiro as cargas de contêineres. FONTE: CNN
Leilão da primeira desestatização portuária da história tem data marcada
O leilão da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), primeira desestatização portuária da história do Brasil, será realizado em 25 de março. O edital de licitação que prevê a transferência do controle da companhia e a concessão dos portos de Vitória e Barra do Riacho foi aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES. Com vigência de 35 anos, prorrogável por mais cinco anos, o contrato tem previsão de R$ 334,8 milhões em investimentos privados, além de aproximadamente R$ 1 bilhão para custear as despesas operacionais. Devem ser gerados mais de 15 mil empregos diretos, indiretos e efeito-renda ao longo do contrato de arrendamento. “A desestatização vai trazer muito mais flexibilidade em termos de gestão, o que implica mais facilidade na construção de inovações para os atuais arrendatários e para atrair investimentos de forma mais rápida”, afirmou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. A concessão será a primeira sob o arcabouço da Lei dos Portos, de 2013. O projeto tem como objetivo a atração de parceiros privados com capacidade técnica, operacional e financeira para trazer maior agilidade à gestão portuária, facilitando a realização de investimentos e o desenvolvimento de novos negócios nos portos organizados. O contrato de concessão aprovado pela ANTAQ prevê ainda que o concessionário deverá observar indicadores de nível de serviço, visando a manutenção da qualidade das operações no complexo portuário. Com informações do Ministério da Infraestrutura
Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes movimentou 1,64 milhão de TEUs em 2021
Em dezembro de 2021, o complexo registrou crescimento de 4% na movimentação em TEUs e 11% na tonelagem em comparação a dezembro de 2020. Em 2020 foram movimentados, no mês, 139.061 TEUs e 1.538.318 toneladas. Em dezembro de 2021, 144.076 TEUs e 1.711.407 toneladas O Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes encerrou 2021 com recorde de movimentação, com um aumento de 16% em TEUs e 21% na tonelagem. De janeiro a dezembro foram movimentados 1.643.152 TEUs e 18.945.270 toneladas, contra 1.419.082 TEUs e 15.655.812 toneladas em 2020. O complexo recebeu 1.066 navios, um crescimento de 2%. O superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga, destacou a importância do resultado para os portos da região: “Esses números são muito expressivos, ultrapassamos a marca histórica de 1,6 milhão de TEUs. O complexo portuário de Itajaí e Navegantes permanece como o segundo maior do país em movimentação de contêineres. As operações na área da nova bacia de evolução proporcionaram ainda uma melhoria significativa e fundamental para que o complexo alcançasse essa marca. Já ocorreram mais de 700 manobras na área da nova bacia”, disse. Os produtos mecânicos e eletrônicos (62,6%), produtos químicos (65,8%) e têxteis diversos (42,0%) foram os principais itens importados ao longo de 2021, responsável por 44% do sentido das cargas. A importação representou ainda, uma movimentação anual de 590.648 TEUs, contra 437.955 em 2020, totalizando um crescimento de 35%. A exportação foi responsável por 56% do sentido das cargas. O frango (19,9%), madeiras e derivados (65,2%) e carnes (28,4%) foram os principais produtos exportados durante todo o período de 2021. A movimentação anual somou 195.608 TEUs contra 173.092 TEUs no ano anterior, um crescimento de 13%. Fonte: Portos e Mercados
De olho em novos negócios e investimentos, Suape iniciará atualização de seu plano diretor
O consórcio formado pelas empresas TPF e Ceplan será responsável pelo desenvolvimento de estudos técnicos multidisciplinares, elaboração da revisão e atualização do Plano Diretor Suape 2030. A iniciativa tem o objetivo de revisitar todo o planejamento físico-territorial e estratégico da empresa frente às novas demandas de mercado e aos desafios impostos pelo atual cenário econômico. Os serviços serão executados em um prazo de 15 meses a partir da assinatura da Ordem de Serviço, que deve ocorrer ainda em janeiro. O investimento total do projeto é de R$ 6,8 milhões, preço vencedor da licitação. O extrato foi publicado no Diário Oficial do último dia 8 de janeiro. O Plano Diretor Suape 2030 foi elaborado em 2011, após o Complexo Industrial Portuário registrar o período de maior progresso de sua história. Naquele período, o Governo Estadual havia anunciado aportes de recursos em investimentos da ordem de R$ 710 milhões. Esse volume era superior aos cerca de R$ 643 milhões já investidos, desde a criação de Suape. Na ocasião, foram elaborados três cenários de referência para orientar a visão de futuro do Complexo com metas e objetivos até 2030: um de curto, um de médio e um de longo prazo. Com a crise econômica instalada a partir de 2014, Pernambuco sofreu forte redução nas transferências federais, além de maior limitação de acesso ao crédito. Outras variáveis como queda no produto interno bruto (PIB) e alta no desemprego mudaram alguns dos cenários previstos. Com tudo isso, muitos planos e investimentos esperados ou iniciados não chegaram a ser concluídos ou mesmo retomados. Essa nova realidade econômica, com impacto sobre os diversos sistemas produtivos locais e nacionais, exigiu o redirecionamento do próprio modelo de desenvolvimento vigente no país e, consequentemente, no Estado. Considerando todo esse cenário e a necessidade de atendimento às demandas de mercado, Suape irá promover a revisão crítica e atualização dos instrumentos de planejamento, tomando por base o conjunto desses desafios e das novas variáveis e perspectivas para a economia nacional, regional e local para os próximos anos. Em particular, a revisão do zoneamento atual do Complexo, incluindo a atualização do layout portuário de Suape frente às novas tecnologias e inovações previstas para o setor. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Geraldo Julio, a iniciativa promoverá a atualização do conjunto de diretrizes, instrumentos e parâmetros que irão orientar o desenvolvimento e a expansão do Complexo no curto, médio e longo prazos. “Isso ocorrerá de forma ordenada e ajustada à evolução da demanda sobre o Complexo de Suape, tanto no que se refere ao parque industrial do Estado, como ao transporte marítimo. Estamos fazendo tudo isso mirando a otimização na atração e implantação dos investimentos públicos e privados”, pondera Geraldo. “Iremos dotar a empresa de um instrumento normativo de planejamento e gestão territorial atualizado, inovador e alinhado às políticas públicas de desenvolvimento. Queremos, desta forma, promover o crescimento sustentável de Suape, com a conservação integrada do patrimônio ambiental e cultural em todo o território do Complexo Industrial Portuário”, acrescenta o diretor-presidente de Suape, Roberto Gusmão. Toda gestão dos trabalhos é conduzida pela equipe da Diretoria de Planejamento e Gestão de Suape. Ao final do processo, são esperados, ao menos, 13 produtos, que incluem a atualização e complementação do cadastro das empresas, diagnóstico situacional, leitura da realidade, cenários alternativos, construção da visão de futuro, com plano urbanístico e atualização do layout portuário, entre outros relatórios que irão embasar o documento final. “O cronograma será dividido em sete etapas, que se iniciam com as atividades preliminares e incluem mobilização social, preparação de um plano de comunicação, diagnóstico situacional, prospecção de futuro, análises temáticas prospectivas, elaboração do plano propriamente dito e aprovação do corpo de diretores de Suape”, salienta o diretor de Planejamento e Gestão, Francisco Martins. Fonte: Suape
CODEBA firma parceria com VLI para ampliar atuação conjunta na Bahia
A Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA) e a VLI – empresa logística que opera ferrovias – assinaram, no último dia 10, um Memorando de Entendimento (MOU) que valida a intenção de incrementar a movimentação de cargas no Estado com destino aos portos baianos. O propósito desta, e de outras parcerias já em andamento, é buscar sinergia com o setor logístico para incremento de cargas nos Portos administrados pela CODEBA (Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus), conforme ressalta a diretora Empresarial e de Relação com o Mercado (DERM), Dra. Ana Paula Calhau. “A proposta central é garantir melhoria da infraestrutura e eficiência dos Portos Organizados baianos, seguindo orientações da política setorial do Governo Federal. Como autoridade portuária, mostramos para os nossos parceiros privados que estamos investindo nesse fomento positivo para o desenvolvimento econômico da região”. A CODEBA registrou, no acumulado de 2021, a movimentação de 13.491.011 toneladas de cargas nos Portos Públicos, crescimento de 15,92% se comparado ao resultado de 2020, quando 11.637.780 toneladas foram movimentadas. O volume representa novo recorde histórico para a Companhia, acima da marca de 2017, quando 11,8 milhões de toneladas foram operadas pelos Portos Organizados. Destaca-se que, em dezembro, foi registrada a atividade mensal de 1.288.790 toneladas, a segunda maior, em volume de cargas, da história da CODEBA e a maior já registrada para o mês. A contribuição dos três portos foi essencial para o aumento de 17,69%, em relação ao mesmo período de 2020, quando houve movimentação de 1.095.054 toneladas. O Porto de Ilhéus obteve um crescimento de 31,96%; Aratu-Candeias, de 20%; e Salvador, de 13,53%. Fonte: ASCOM CODEBA