Docas do Rio assina contrato para execução de obras no Cais da Gamboa no Porto do Rio de Janeiro
A Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) vai ampliar e modernizar o trecho mais antigo do Porto do Rio de Janeiro — o Cais da Gamboa, inaugurado em 1910. As obras estruturais, no valor de R$ 104 milhões, serão realizadas para permitir o aprofundamento dos berços de atracação e viabilizar a operação com navios de maior porte. No último dia 4 de fevereiro, foi assinado o contrato com o Consórcio Porto Rio, vencedor da licitação. A previsão é de que as obras sejam iniciadas em abril deste ano e concluídas no final do primeiro semestre de 2023. As obras, que serão fiscalizadas pela Superintendência de Engenharia da Docas do Rio, contemplarão uma extensão de 600 metros do Cais da Gamboa. Segundo o superintendente de Engenharia, Roberto Catalão, esse trecho do cais possui uma base de fundação de forma metálica com um muro duplo de pedras de cantaria de granito, preenchidos com concreto ciclópico – uma estrutura projetada e construída com as técnicas disponíveis à época para um calado de nove metros. “Essa profundidade não atende mais a maioria dos navios modernos, que necessitam de, pelo menos, 13,5 metros, mas para aumentarmos esse calado operacional precisamos modernizar as estruturas originais, que não suportariam uma dragagem”, explicou Catalão. O diretor de Gestão Portuária da Docas do Rio, Mário Povia, ressaltou que, após a execução das obras de modernização do cais, a autoridade portuária pretende realizar a dragagem do trecho: “Para o desenvolvimento de novos negócios e melhoria das condições de atratividade do Porto do Rio de Janeiro, é imperativo o aumento do calado operacional dessa área, que passará a receber navios de maior porte, permitindo a otimização do uso de uma infraestrutura que é fundamental para o porto, que a partir de então estará apto a captar novas cargas e novas linhas de navegação”. Para o superintendente de Gestão Portuária do Rio de Janeiro e Niterói, Leandro Lima, com a execução dessas obras, o Porto do Rio de Janeiro atingirá um melhor desempenho no uso da retroárea, na logística de transporte interno e na segurança das operações, captando maior fluxo de cargas: “Esse trecho do Cais da Gamboa tem uma grande vocação para movimentar diversos tipos de carga geral e granéis, como trigo, ferro gusa, concentrado de zinco, cargas de apoio às atividades offshore, entre outros. Com a modernização do cais e o aprofundamento do acesso aquaviário, esse mix de cargas será mais variado e rentável, podendo até duplicar a demanda”. A CDRJ destaca que os estudos realizados confirmam a viabilidade técnica, socioeconômica, financeira e ambiental da obra, que não vai modificar as condições atuais do meio ambiente e manterá as características básicas do cais existente. As etapas das obras incluirão: a execução de estacas para dar suporte à nova viga de coroamento do cais; injeção de nata ou solo de cimento que funcionará como uma parede de contenção para impedir a erosão abaixo do muro do cais; vigas de coroamento, uma sobre o cais atual e outra a cerca de cinco metros, apoiada nas novas estacas; e lajes pré-moldadas com capa de concreto, apoiadas nas vigas de coroamento. Fonte: Portos e Navios
Portos do Brasil registram movimentação e faturamento recordes em 2021
Os portos de Santos, Suape e os do Rio de Janeiro bateram recorde de movimentação e faturamento no ano de 2021. De acordo com as companhias que administram os terminais, os principais fatores para esse crescimento foram a taxa de câmbio e a alta da exportação de commodities. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), até outubro do ano passado, o setor já havia movimentado 1,010 bilhão de toneladas de cargas, um aumento de 5,5% em relação ao mesmo período de 2020. O porto de Santos atingiu a marca de 147 milhões de toneladas em movimentação de cargas, um número 0,3% maior que o registrado em 2020. O que motivou o resultado, segundo a companhia, foram a movimentação de contêineres, soja e fertilizantes. Além disso, o número de importações cresceu 10,4%, somando 43,9 milhões de toneladas. A Companhia Docas do Rio de Janeiro, responsável pela administração dos portos da capital, Itaguaí, Niterói e Angra dos Reis, registrou recorde histórico de faturamento, com a marca de R$ 1 bilhão, um crescimento em termos nominais de 62,1% em relação a 2020. Segundo o diretor-presidente da Docas do Rio, Francisco Antônio de Magalhães Laranjeira, o resultado foi impulsionado tanto pela alta na movimentação de cargas, quanto pelas variáveis como a taxa de câmbio e o preço do minério de ferro no mercado internacional, que amplificaram as receitas da exportação deste produto. O porto de Suape, em Pernambuco, registrou também um faturamento recorde, de mais de R$ 293 milhões, o que representa um aumento de 14% em relação a 2020. O terminal conseguiu aumentar a receita, mas não a movimentação. Isso porque a Refinaria Abreu e Lima, responsável por 30% da carga do porto, teve uma paralisação obrigatória por 60 dias, para manutenção das instalações. O diretor de Gestão Portuária do terminal de Suape, Paulo Coimbra, explica que, com a falta dos granéis líquidos que vinham da refinaria, a parte administrativa buscou exportar e importar outros produtos que compensassem a perda de receita, como dos granéis sólidos. “O trigo teve um crescimento anormal para esse período, de 12% em relação a 2020. Os contêineres também movimentaram o porto e tiveram um aumento de participação de 7%, mesmo com as tarifas um pouco altas aqui em Suape. O setor de metal mecânico também teve crescimento significativo, as chapas de aço, por exemplo, cresceram 25%.”, explica. De acordo com o diretor de Políticas Macroeconômicas do Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA), José Ronaldo Junior, o crescimento significativo na importação de insumos produtivos e a retomada de produção da indústria foram os responsáveis pelo aumento nas movimentações nos terminais portuários. “No ano de 2020 tivemos uma falta de contêineres por conta da pandemia, já que os portos fecharam e eles ficaram parados nos portos com produtos. Em 2021 continua falta de contêineres, mas menos, então o crescimento de um ano para outro pode ser explicado por isso. Dos commodities, a soja foi o principal destaque, porque teve aumento de produção e exportação, em termos nacionais, no ano passado.”, explica. Além disso, o minério de ferro também teve um crescimento importante, principalmente em exportações. De acordo com a ANTAQ, o minério de ferro é a maior mercadoria em termos de carga do país, seguido pelo óleo bruto de derivados de petróleo, e em terceiro as cargas de contêineres. FONTE: CNN
Leilão da primeira desestatização portuária da história tem data marcada
O leilão da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), primeira desestatização portuária da história do Brasil, será realizado em 25 de março. O edital de licitação que prevê a transferência do controle da companhia e a concessão dos portos de Vitória e Barra do Riacho foi aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES. Com vigência de 35 anos, prorrogável por mais cinco anos, o contrato tem previsão de R$ 334,8 milhões em investimentos privados, além de aproximadamente R$ 1 bilhão para custear as despesas operacionais. Devem ser gerados mais de 15 mil empregos diretos, indiretos e efeito-renda ao longo do contrato de arrendamento. “A desestatização vai trazer muito mais flexibilidade em termos de gestão, o que implica mais facilidade na construção de inovações para os atuais arrendatários e para atrair investimentos de forma mais rápida”, afirmou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. A concessão será a primeira sob o arcabouço da Lei dos Portos, de 2013. O projeto tem como objetivo a atração de parceiros privados com capacidade técnica, operacional e financeira para trazer maior agilidade à gestão portuária, facilitando a realização de investimentos e o desenvolvimento de novos negócios nos portos organizados. O contrato de concessão aprovado pela ANTAQ prevê ainda que o concessionário deverá observar indicadores de nível de serviço, visando a manutenção da qualidade das operações no complexo portuário. Com informações do Ministério da Infraestrutura
Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes movimentou 1,64 milhão de TEUs em 2021
Em dezembro de 2021, o complexo registrou crescimento de 4% na movimentação em TEUs e 11% na tonelagem em comparação a dezembro de 2020. Em 2020 foram movimentados, no mês, 139.061 TEUs e 1.538.318 toneladas. Em dezembro de 2021, 144.076 TEUs e 1.711.407 toneladas O Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes encerrou 2021 com recorde de movimentação, com um aumento de 16% em TEUs e 21% na tonelagem. De janeiro a dezembro foram movimentados 1.643.152 TEUs e 18.945.270 toneladas, contra 1.419.082 TEUs e 15.655.812 toneladas em 2020. O complexo recebeu 1.066 navios, um crescimento de 2%. O superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga, destacou a importância do resultado para os portos da região: “Esses números são muito expressivos, ultrapassamos a marca histórica de 1,6 milhão de TEUs. O complexo portuário de Itajaí e Navegantes permanece como o segundo maior do país em movimentação de contêineres. As operações na área da nova bacia de evolução proporcionaram ainda uma melhoria significativa e fundamental para que o complexo alcançasse essa marca. Já ocorreram mais de 700 manobras na área da nova bacia”, disse. Os produtos mecânicos e eletrônicos (62,6%), produtos químicos (65,8%) e têxteis diversos (42,0%) foram os principais itens importados ao longo de 2021, responsável por 44% do sentido das cargas. A importação representou ainda, uma movimentação anual de 590.648 TEUs, contra 437.955 em 2020, totalizando um crescimento de 35%. A exportação foi responsável por 56% do sentido das cargas. O frango (19,9%), madeiras e derivados (65,2%) e carnes (28,4%) foram os principais produtos exportados durante todo o período de 2021. A movimentação anual somou 195.608 TEUs contra 173.092 TEUs no ano anterior, um crescimento de 13%. Fonte: Portos e Mercados
De olho em novos negócios e investimentos, Suape iniciará atualização de seu plano diretor
O consórcio formado pelas empresas TPF e Ceplan será responsável pelo desenvolvimento de estudos técnicos multidisciplinares, elaboração da revisão e atualização do Plano Diretor Suape 2030. A iniciativa tem o objetivo de revisitar todo o planejamento físico-territorial e estratégico da empresa frente às novas demandas de mercado e aos desafios impostos pelo atual cenário econômico. Os serviços serão executados em um prazo de 15 meses a partir da assinatura da Ordem de Serviço, que deve ocorrer ainda em janeiro. O investimento total do projeto é de R$ 6,8 milhões, preço vencedor da licitação. O extrato foi publicado no Diário Oficial do último dia 8 de janeiro. O Plano Diretor Suape 2030 foi elaborado em 2011, após o Complexo Industrial Portuário registrar o período de maior progresso de sua história. Naquele período, o Governo Estadual havia anunciado aportes de recursos em investimentos da ordem de R$ 710 milhões. Esse volume era superior aos cerca de R$ 643 milhões já investidos, desde a criação de Suape. Na ocasião, foram elaborados três cenários de referência para orientar a visão de futuro do Complexo com metas e objetivos até 2030: um de curto, um de médio e um de longo prazo. Com a crise econômica instalada a partir de 2014, Pernambuco sofreu forte redução nas transferências federais, além de maior limitação de acesso ao crédito. Outras variáveis como queda no produto interno bruto (PIB) e alta no desemprego mudaram alguns dos cenários previstos. Com tudo isso, muitos planos e investimentos esperados ou iniciados não chegaram a ser concluídos ou mesmo retomados. Essa nova realidade econômica, com impacto sobre os diversos sistemas produtivos locais e nacionais, exigiu o redirecionamento do próprio modelo de desenvolvimento vigente no país e, consequentemente, no Estado. Considerando todo esse cenário e a necessidade de atendimento às demandas de mercado, Suape irá promover a revisão crítica e atualização dos instrumentos de planejamento, tomando por base o conjunto desses desafios e das novas variáveis e perspectivas para a economia nacional, regional e local para os próximos anos. Em particular, a revisão do zoneamento atual do Complexo, incluindo a atualização do layout portuário de Suape frente às novas tecnologias e inovações previstas para o setor. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Geraldo Julio, a iniciativa promoverá a atualização do conjunto de diretrizes, instrumentos e parâmetros que irão orientar o desenvolvimento e a expansão do Complexo no curto, médio e longo prazos. “Isso ocorrerá de forma ordenada e ajustada à evolução da demanda sobre o Complexo de Suape, tanto no que se refere ao parque industrial do Estado, como ao transporte marítimo. Estamos fazendo tudo isso mirando a otimização na atração e implantação dos investimentos públicos e privados”, pondera Geraldo. “Iremos dotar a empresa de um instrumento normativo de planejamento e gestão territorial atualizado, inovador e alinhado às políticas públicas de desenvolvimento. Queremos, desta forma, promover o crescimento sustentável de Suape, com a conservação integrada do patrimônio ambiental e cultural em todo o território do Complexo Industrial Portuário”, acrescenta o diretor-presidente de Suape, Roberto Gusmão. Toda gestão dos trabalhos é conduzida pela equipe da Diretoria de Planejamento e Gestão de Suape. Ao final do processo, são esperados, ao menos, 13 produtos, que incluem a atualização e complementação do cadastro das empresas, diagnóstico situacional, leitura da realidade, cenários alternativos, construção da visão de futuro, com plano urbanístico e atualização do layout portuário, entre outros relatórios que irão embasar o documento final. “O cronograma será dividido em sete etapas, que se iniciam com as atividades preliminares e incluem mobilização social, preparação de um plano de comunicação, diagnóstico situacional, prospecção de futuro, análises temáticas prospectivas, elaboração do plano propriamente dito e aprovação do corpo de diretores de Suape”, salienta o diretor de Planejamento e Gestão, Francisco Martins. Fonte: Suape
CODEBA firma parceria com VLI para ampliar atuação conjunta na Bahia
A Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA) e a VLI – empresa logística que opera ferrovias – assinaram, no último dia 10, um Memorando de Entendimento (MOU) que valida a intenção de incrementar a movimentação de cargas no Estado com destino aos portos baianos. O propósito desta, e de outras parcerias já em andamento, é buscar sinergia com o setor logístico para incremento de cargas nos Portos administrados pela CODEBA (Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus), conforme ressalta a diretora Empresarial e de Relação com o Mercado (DERM), Dra. Ana Paula Calhau. “A proposta central é garantir melhoria da infraestrutura e eficiência dos Portos Organizados baianos, seguindo orientações da política setorial do Governo Federal. Como autoridade portuária, mostramos para os nossos parceiros privados que estamos investindo nesse fomento positivo para o desenvolvimento econômico da região”. A CODEBA registrou, no acumulado de 2021, a movimentação de 13.491.011 toneladas de cargas nos Portos Públicos, crescimento de 15,92% se comparado ao resultado de 2020, quando 11.637.780 toneladas foram movimentadas. O volume representa novo recorde histórico para a Companhia, acima da marca de 2017, quando 11,8 milhões de toneladas foram operadas pelos Portos Organizados. Destaca-se que, em dezembro, foi registrada a atividade mensal de 1.288.790 toneladas, a segunda maior, em volume de cargas, da história da CODEBA e a maior já registrada para o mês. A contribuição dos três portos foi essencial para o aumento de 17,69%, em relação ao mesmo período de 2020, quando houve movimentação de 1.095.054 toneladas. O Porto de Ilhéus obteve um crescimento de 31,96%; Aratu-Candeias, de 20%; e Salvador, de 13,53%. Fonte: ASCOM CODEBA
Portos baianos fecham 2021 com recorde histórico na movimentação de cargas
Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) ultrapassou a marca de 13 milhões de toneladas de cargas movimentadas em 2021. No total, passaram pelos portos organizados da Bahia (Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus) 13.491.011 toneladas, superando o recorde anual de 2017, com 11,8 milhões de toneladas. O acumulado alcançado pelos Portos da Codeba, representa um crescimento de 15,92%, se comparado ao resultado de 2020, quando ocorreu a movimentação de 11,6 milhões de toneladas. O Porto de Salvador, com aumento de 9%, registrou um volume de 5.665.376 toneladas, ao longo de 2021. O Porto de Aratu-Candeias 7,3 milhões e o Porto de Ilhéus 464 mil toneladas, apresentando, respectivamente, crescimentos de 20,32% e 44,24%. Entre as cargas com maior atividade estão: soja e níquel (Ilhéus), nafta, combustíveis, fertilizantes e concentrado de cobre (Aratu-Candeias), e celulose, peças, equipamentos e cargas de contêineres (Salvador). Fonte: Bahia Valor
ANTAQ aprova edital para desestatização da Codesa e concessão dos portos de Vitória e Barra do Riacho
A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) aprovou, nesta sexta-feira (14), o edital de desestatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), bem como para concessão dos portos de Vitória e Barra do Riacho, que ficam no litoral capixaba. A publicação do edital deverá ser feita na próxima semana pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Ministério da Infraestrutura. Ao referendar o edital – o primeiro envolvendo a venda de ativos da União no setor portuário –, o diretor-geral da ANTAQ, Eduardo Nery, destacou o modelo de gestão que está sendo inaugurado com a desestatização da Codesa. “Estou certo de que esse modelo trará um novo dinamismo para os portos organizados brasileiros, garantindo a essas instalações maior qualidade e eficiência de serviços”, frisou. O Porto de Vitória, localizado na capital do estado, tem um portfólio de cargas consolidado e uma posição favorável de acessos rodoviário e ferroviário. Já o Porto Barra do Riacho, localizado no distrito de Barra do Riacho em Aracruz, é especializado no embarque de celulose. Modelo institucional O modelo institucional apresentado prevê a concessão dos portos de Vitória e Barra do Riacho por um prazo de 35 anos e mais cinco em caso de necessidade de investimentos adicionais. Como contrapartida para assumir a operação do porto ao longo do contrato, o setor privado pagará ao setor público um valor de outorga por ocasião do leilão e mais uma outorga variável de 7,5% da receita. O futuro concessionário também pagará uma taxa anual de fiscalização à ANTAQ de R$ 3,188 milhões, que servirá para custear o trabalho de fiscalização e regulação no modelo de concessão. Em relação aos investimentos, a estimativa é que os recursos atinjam R$ 1,3 bilhão ao longo da vigência contratual, sendo que R$ 355 milhões serão os requisitos obrigatórios previstos no contrato No caso do Porto de Vitória, o potencial é dobrar a movimentação de cargas de 7 milhões de toneladas para 14 milhões de toneladas por ano. Em termos de área disponível, são 500 mil m² e 14 berços de atracação, boa parte dos quais é operada atualmente pela autoridade portuária. As estimativas para crescimento da movimentação até o final do prazo do contrato do Porto de Vitória são de 85% para cargas de granel sólido mineral, alcançando ao fim dos 35 anos 4,5 milhões de toneladas por ano, com destaque para ferro-gusa e fertilizantes; contêineres, com crescimento de mais de 115%, alcançando 500 mil TEU/ano; e granel líquido, com mais de 115%, totalizando 1,8 milhões de toneladas/ano. Com uma movimentação atual de 8 milhões de toneladas por ano, o Porto de Barra do Riacho traz grandes oportunidades para exploração de novas áreas. Dos 860 mil m² de área total disponíveis, 522 mil m² são greenfield (sem intervenção anterior). O Porto conta com dois berços de atracação dedicados à movimentação de granel líquido e acessos terrestres por pera ferroviária (Vitória-Minas) e pela BR-101. Na parte de infraestrutura do novo modelo, caberá ao concessionário investir e manter os acessos; oferecer cais em contratos spot; promover parcerias para exploração de áreas destinados aos terminais arrendados. Em relação à gestão e operação, caberá à concessionária operar o acesso aquaviário; gerir a destinação de áreas; e elaborar o PDZ do porto para apresentação ao Poder Concedente. Não caberá ao concessionário a movimentação de cargas e a exploração direta dos terminais. O novo modelo prevê a transição dos atuais contratos de arrendamento, mantendo-se a equivalência com o contrato original. Contudo, as partes terão flexibilidade para negociar uma melhoria das condições do contrato, visando maximizar a exploração do porto. Atualmente, há cinco contratos de arrendamento em andamento nos dois portos, sendo quatro em Vitória e um em Barra do Riacho. Crédito foto: Codesa
Movimentação de cargas no Porto de Fortaleza se mantém estável em 2021
Repetindo a performance de 2020, quando movimentou 4,9 milhões de toneladas de cargas – representando à época um aumento de 12% em relação ao ano de 2019 -, o Porto de Fortaleza teve como destaque em 2021 os contêineres e a carga geral (com alta, respectivamente, de 41% e 40,5%, comparado com 2020). Ao todo, 568 navios atracaram no porto no ano passado. O balanço também foi positivo na área administrativa, com a melhora do desempenho dos indicadores financeiros; estruturação de ações voltadas para a redução de despesas; adequação da tabela tarifária da CDC à Resolução Normativa nº 32 da Antaq; aprovação do novo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Fortaleza; e o arrendamento do MUC01. Entre e janeiro e dezembro do ano passado, foram movimentadas neste modal marítimo, por meio de contêineres, frutas e castanha de caju, entre outros itens. Na relação da carga geral, podemos destacar partes de geradores eólicos, produtos químicos, papel cartonado, vergalhão de aço, tarugos, bobinas e cargas paletizadas (big bag), entre outras. Esses dois principais tipos de cargas responderam pelo montante, cada um, de 65.910 TEUs e 560.061 toneladas. Os contêineres tiveram as maiores altas nos meses de outubro, fevereiro, março, novembro e janeiro, nessa ordem. Já a carga geral registrou as maiores movimentações nos meses de fevereiro, março, outubro, maio e dezembro. Fonte: Companhia Docas do Ceará
Movimentação do Porto de Imbituba cresce 17,1% em 2021 e alcança novo recorde anual
O Porto de Imbituba encerrou o ano de 2021 com 6.874.779 toneladas movimentadas, volume que consolida um novo recorde histórico anual para complexo portuário e crescimento de 17,1% nas operações em relação a 2020. De janeiro a dezembro, foram realizadas 285 atracações em Imbituba, principalmente de navios carregados com produtos importados. O número de atendimentos obteve um incremento de 21,8%, se comparado ao ano anterior. “A economia catarinense cresce muito acima da média nacional e, como consequência, o Porto de Imbituba registra mais um ano histórico. O melhor de tudo é que há grande potencial de crescimento para o futuro, e o porto terá papel importante no desenvolvimento econômico de Santa Catarina nos próximos anos”, ressalta o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés. O porto público segue com predominância de operações graneleiras minerais e vegetais (81,3% do total), mas sedimenta também a capacidade de movimentação concomitante de diferentes cargas, como contêineres (12%), cargas gerais (6,4%) e o granel líquido (0,3%). Os principais produtos movimentados em 2021 foram o coque de petróleo, seguido dos contêineres, fertilizantes, sal e minério de ferro. Destaque também para a hulha betuminosa e os produtos agrícolas: soja, farelo de soja e milho. “Foi um ano coroado de sucesso para o Porto, reconhecendo o comprometimento e trabalho de toda a comunidade portuária de Imbituba, que são os principais responsáveis por essas conquistas”, afirma Fábio Riera, diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba. “Nossa perspectiva para 2022 é realizar novos avanços em termos de movimentação, arrendamentos e obras, contribuindo para o comércio exterior e gerando emprego e renda para Santa Catarina”, complementa. O coque de petróleo, nas modalidades calcinado e não calcinado, obteve expressiva liderança no portfólio de cargas, com 28,4% do volume total movimentado (1,95 milhão de toneladas) e crescimento de aproximadamente 92% em relação a 2020. O mineral foi transportado nos dois fluxos de comércio exterior, com predomínio de operações de importação dos Estados Unidos. O bom desempenho portuário concretizou 4 meses no topo da lista dos maiores volumes mensais que se tem registro na história do Porto: julho (717,8 mil t); outubro (694,4 mil t); maio (681,9 mil t) e agosto (667,1 mil t). Além da manutenção do portfólio, Imbituba movimentou novos produtos, como a primeira grande exportação de canola do Brasil e o transbordo de cabos para a nova linha de transmissão de energia elétrica da grande Florianópolis. Também foi palco do desembarque da maior pá eólica já transportada em navio de contêiner no mundo até então, iniciou o embarque de coque com apoio de contêineres e atendeu as necessidades do mercado, recebendo operações de materiais siderúrgicos e importações de milho e trigo para abastecimento interno. Para José João Tavares, diretor de Planejamento e Operações do Porto, “as conquistas refletem a prestação de um serviço de qualidade, que aproveita as potencialidades do Porto e as oportunidades do comércio para o desenvolvimento regional”. Os resultados financeiros ainda estão em fase de fechamento pela Autoridade Portuária, mas as projeções indicam alta de 20,9% em sua receita líquida e crescimento de cerca de 30% no lucro líquido, se comparado a 2020. Além disso, foram realizados aproximadamente R$ 3,5 milhões em novos investimentos e cerca de R$ 6,2 milhões em manutenção das instalações já existentes. Investimentos em infraestrutura Dentre as melhorias em infraestrutura, o ano ficou marcado pela entrega bases definitivas de apoio à família dos caminhoneiros, a conclusão da obra de reforma do Centro de Atividades Múltiplas e a requalificação da área antigo Terminal Frigorífico (TERFRIO), de localização privilegiada, próxima aos Cais 1 e 2. O espaço teve suas edificações demolidas e a recomposição do terreno para novo arrendamento. Além disso, dois novos armazéns de lona foram construídos pela iniciativa privada dentro do Porto, aumentando em 120 mil toneladas a capacidade de armazenagem estática de minério de ferro. Outro grande investimento é a nova iluminação das vias internas, totalmente em LED e com cabeamento subterrâneo, já em fase de testes. A novidade mais recente é o lançamento do edital de licitação do projeto executivo e obra de recuperação e reforço do Cais 3. Esta será a maior obra já realizada pela SCPAR Porto de Imbituba. Além disso, a manutenção contínua da dragagem e da infraestrutura civil, elétrica e mecânica do Porto fazem com que as estruturas existentes permaneçam com qualidade ao atendimento adequado aos usuários. Ainda em dezembro de 2021, iniciaram novos estudos de manobrabilidade no Porto, com o objetivo de analisar a viabilidade de recebimento de embarcações maiores e atracação de navios no dorso do Cais 2, possibilitando a constituição futura de um novo Cais em Imbituba. As simulações continuam no início de 2022. Novos arrendamentos No âmbito da atração de negócios, uma das grandes conquistas da Autoridade Portuária foi o leilão do Terminal de Granel Líquido, realizado pelo Governo Federal em novembro. A área foi arrematada para um contrato de 10 anos, onde há perspectiva de injeção de mais de 25 milhões de reais na qualificação de sua infraestrutura. Também está em fase final o Processo Seletivo Simplificado para arrendamento transitório do Terminal de Granéis Minerais, etapa anterior ao leilão do terminal. Relação porto-cidade Quanto à relação porto-cidade, a SCPAR Porto de Imbituba doou 2 milhões de reais ao Hospital São Camilo, único em Imbituba, para apoio no combate à pandemia. Em setembro, foi reaberta a capela São Pedro, conhecida como igrejinha do Porto, para visitação da comunidade e o programa de visitas Porto de Portas Abertas tem sido retomado de acordo com a melhoria da situação sanitária do coronavírus. A Autoridade Portuária também apoiou 20 projetos culturais de Imbituba por meio do programa Carga Preciosa de incentivo fiscal. A administração também está participando das tratativas sobre a duplicação do Acesso Norte, que conecta o complexo portuário à BR-101, cujo projeto está sendo elaborado pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIE), e de agendas sobre a situação ambiental da área da antiga Indústria Carboquímica Catarinense (ICC), espaço que fica ao lado do Porto, e reativação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE Imbituba). A pauta