Urbano Lopes de Sousa Netto assume presidência do Porto de Imbituba

Novo presidente do porto catarinense é especialista em economia, logística e gestão portuária O engenheiro eletricista Urbano Lopes de Sousa Netto teve a nomeação aprovada para a presidência da Autoridade Portuária do Porto de Imbituba. A aprovação no Conselho de Administração ocorreu no dia 23 de outubro. Urbano substitui Luís Antonio Braga Martins, que estava à frente da gestão desde janeiro deste ano. “Aceitar esse desafio é uma grande honra. Com esse corpo técnico qualificado, trabalharemos para que o Porto de Imbituba continue crescendo e trazendo desenvolvimento econômico e social”, afirmou Urbano. O diretor-presidente também falou que o porto público tem grandes potencialidades e que irá focar nesses diferenciais e em ações que possam trazer mais cargas e investimentos, fomentando parcerias e o diálogo com todos os setores envolvidos na vida do Porto. Além de engenheiro, o novo presidente é físico e possui mestrados em Economia e em Logística e Gestão Portuária. Desde 2012, Urbano atuava no Ministério de Portos, onde exerceu o cargo de Coordenador-Geral de Arrendamentos Portuários na Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA), com experiência na gerência e coordenação nas áreas de contratos de arrendamento portuário, fomento, parcerias e outorgas. Porto de Imbituba Atualmente, Imbituba atende, em média, 640 mil toneladas por mês, desempenho 7,6% maior que o registrado em 2022. Segundo os dados de impacto econômico, o porto contribui com cerca de 60% da economia local na cidade catarinense. Com informações do Porto de Imbituba: https://portodeimbituba.com.br/

Governo retira Porto de Santos de plano de privatização e anuncia investimento de R$ 13,4 bilhões

Crédito: Ministério de Portos e Aeroportos/Divulgação

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, os investimentos no Complexo Portuário devem ocorrer dentro do prazo de até 10 anos O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, assinou nesta sexta-feira (27) a retirada do Porto de Santos do Programa Nacional de Desestatização (PND) e anunciou investimentos de 13,4 bilhões de reais no complexo. Segundo a nota divulgada pelo ministério, a “decisão está de acordo com as diretrizes do novo Governo Federal, que prevê a ampliação da governança e maior investimento no maior complexo portuário da América Latina.” O Complexo Portuário havia sido incluído no programa de privatização do governo em 2022. Apesar de ter retirado o porto do programa, Costa Filho não descartou que há espaço para parcerias com o setor privado. “Estamos formalizando a não privatização do Porto de Santos. Mesmo o porto público, tem muita PPP [Parceria Público-Privada] que pode ser feita. É nesse sentido que vamos atuar”, disse o ministro. Principais obras Entre as principais projetos previstos para o Porto de Santos estão os serviços de adequação e dragagem de aprofundamento de berços, reforma do cais da Ilha Barnabé, melhorias na avenida perimetral, implantação do sistema de gerenciamento do tráfego de navios e obra de acesso do túnel Santos-Guarujá. A apresentação do projeto inicial da ligação seca Santos-Guarujá está prevista para os próximos meses. Gestão mais simples Atendendo a um pleito da comunidade portuária, durante sua visita ao Porto de Santos, Silvio Costa Filho promoveu autonomia de delegação de competência à Autoridade Portuária de Santos (APS) para licitar, gerir e decidir sobre outorgas e demais providências do porto. Na mesma cerimônia, o ministro assinou o Termo de Cooperação que garante o compartilhamento de imagens de câmeras de monitoramento ao longo do complexo portuário e seus acessos. A medida vai aumentar a segurança e a fiscalização por parte das autoridades. Projeto Parque Valongo Na mesma solenidade, o ministro também assinou o convênio da Prefeitura com a porto que garante a transferência de R$ 40 milhões para a implantação do Parque Valongo, complexo de turismo e cultura que ocupará 30 mil m2 de trecho com antigos armazéns abandonados. Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos

Projeto de pedagogia ambiental rende prêmio internacional ao Porto de Suape

Porto pernambucano ganhou o prêmio AAPA na categoria “Conscientização, Educação e Envolvimento das Partes Interessadas”; premiação ocorreu nos Estados Unidos O Porto de Suape venceu, pelo terceiro ano consecutivo, a premiação internacional concedida pela Associação Americana de Autoridades Portuárias (AAPA). O projeto Pedagogia Ambiental, que já contemplou quase seis mil pessoas no território estratégico do atracadouro pernambucano, foi o vencedor da edição 2023 do Prêmio Farol da AAPA para Melhoria Ambiental Geral na categoria “Conscientização, Educação e Envolvimento das Partes Interessadas”. A cerimônia aconteceu durante a 112ª Convenção Anual da AAPA, ocorrida no Gaylord Rockies Resort & Convention Center, em Aurora, no estado do Colorado, nos Estados Unidos, e contou com a presença de representantes de dezenas de países. O programa Lighthouse Awards da AAPA reconhece a inovação e a excelência em toda a indústria portuária e conta com um conceituado painel de jurados. Os cursos de pedagogia ambiental ofertados por Suape têm o objetivo de conscientizar e capacitar moradores da região para engajá-los na compreensão dos desafios ambientais e na adoção de práticas ecológicas para o bem-estar da sustentabilidade local. “A estatal desenvolve, periodicamente, ações que contemplam a Zona de Preservação Ecológica, que ocupa 59% dos 17,3 mil hectares do território do complexo. Na área, há 17 comunidades. Essa nova premiação é um grande reconhecimento dos esforços da empresa no desenvolvimento de ações socioambientais em sintonia com as boas práticas da Agenda ESG (sigila em inglês para gestão ambiental, social e de governança)”, pontua o diretor-presidente do Porto de Suape, Marcio Guiot. O Porto de Suape foi contemplado com outras premiações nas edições anteriores da Convenção Anual da AAPA, em 2021 (projeto de restauração florestal) e em 2022 (pelo monitoramento da água com repovoamento de cavalos-marinhos em estuários). As iniciativas têm o objetivo de fomentar ações que incentivem o bem-estar da sustentabilidade local e do meio ambiente Com informações do Porto de Suape https://www.suape.pe.gov.br/pt/

Porto de Fortaleza triplica o número de scanners no terminal de contêineres

Capacidade de fiscalização do porto deve aumentar de 50 para 175 contêineres por hora A Companhia Docas do Ceará aumentou de um para três o número de scanners, medida que vai agilizar a fiscalização das cargas transportadas dos caminhões para os navios atracados no Porto de Fortaleza. Por ser uma área alfandegada, todas as cargas que transitam no porto são escaneadas, em um procedimento padrão de fiscalização. Para o diretor-presidente do porto, a utilização dos scanners é uma conquista e vai otimizar a movimentação de cargas. “Nós fiscalizávamos, em média, 50 contêineres por hora. Agora, a nossa capacidade passou para 175 unidades ao mesmo tempo. Viabilizamos, portanto, celeridade na movimentação das cargas, no interior do pátio, uma vez que 100% delas são escaneadas. Dessa forma, o Porto de Fortaleza está proporcionando eficiência e segurança no processo operacional”, disse. Com informações da Companhia de Docas do Ceará: https://www.docasdoceara.com.br/post/terminal-de-cont%C3%AAineres-do-porto-de-fortaleza-triplica-o-n%C3%BAmero-de-scanners

Porto de Itajaí registra movimentação de 1,3 milhão de toneladas em setembro

Ao todo, o complexo portuário catarinense já movimentou 12 milhões de toneladas em 2023 O Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu, no Litoral Norte de Santa Catarina, registrou um volume de 1.387.387 toneladas no mês de setembro. Desse total, 713.661 toneladas foram destinadas à exportação e 673.727 toneladas à importação. No acumulado do ano, o complexo portuário movimentou um total de 12.057.354 toneladas. Em setembro, o Porto de Itajaí registrou ainda a chegada de quatro navios, todos atracaram na área pública, sendo uma embarcação com cargas de celulose (Inventana), um navio do modal Roll On Roll Off (Eurasian Highway), e dois navios de cargas de açúcar (Lady Zandavi e Akson Sandra). Esses dois últimos somaram juntos 42.500 toneladas de carga. Confira as estatísticas completas: https://www.portoitajai.com.br/estatistica-de-setembrode-2023

Porto de Imbituba prevê investimentos de R$ 230 milhões em infraestrutura

Segundo dados da Autoridade Portuária, a movimentação de tonelagem do complexo portuário subiu 186% em dez anos, com perspectiva de mais crescimento nos próximos anos O Porto de Imbituba, no sul catarinense, deve investir cerca de R$ 230 milhões para ampliar sua infraestrutura e aumentar a eficiência na movimentação de cargas. Nos últimos 10 anos, o complexo portuário cresceu 186% na tonelagem movimentada, ultrapassando as 7 milhões de toneladas anual, e segue com perspectiva de atração de novas operações, que podem significar um incremento em torno de 3 milhões de toneladas. “Essa perspectiva de crescimento demanda a ampliação da infraestrutura, pois, nas condições atuais, a movimentação portuária ainda pode crescer de 10 a 15%”, explica Luís Antonio Braga Martins, diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba. “É nesse contexto que nossa agenda de trabalhos mira a qualificação da frente de atracação, aproveitando o ótimo acesso ao porto, e ações para maior eficiência operacional, como automatização e novos processos, com o apoio do Governo do Estado de Santa Catarina”, complementa Braga. O canteiro de obras já toma forma com o início da recuperação do Cais 3, um dos três atracadouros presentes no Porto. O local também será ampliado e representa um aporte em torno de R$ 95 milhões da Autoridade Portuária, previsto para ser concluído em 2025. Após as melhorias, já está na pauta o aprofundamento do berço. Outra ação em andamento tem a ver com o investimento na implantação de um sistema de energia fotovoltaica. Cerca de 830 m² de área de telhado das instalações portuárias serão adequados para a geração de energia fotovoltaica, aproveitando a incidência solar na região. Estima-se que o novo sistema contribuirá com 15% do consumo elétrico atual do Porto. Também está em curso a compra de duas novas balanças rodoviárias, aquisição de novos servidores, construção de novo data center de última geração e melhorias na automação dos gates. Com informações do Porto de Imbituba https://portodeimbituba.com.br/porto-de-imbituba-mira-na-qualificacao-de-sua-infraestrutura-para-ampliar-movimentacao/

Portos do Paraná é premiado nos Estados Unidos por relacionamento com a comunidade

Ação premiada foi a Corrida do Porto, realizada em abril com a participação de atletas e da comunidade A Portos do Paraná foi premiada nesta terça-feira (24) pela Associação Americana de Autoridades Portuárias (AAPA), em evento nos Estados Unidos, na categoria Eventos Especiais, um reconhecimento pela promoção da Corrida do Porto, que foi realizada em abril deste ano para comemorar o aniversário de 88 anos do Porto de Paranaguá e estreitar a relação com a comunidade. “A promoção da Corrida do Porto foi a melhor relação incentivadora da relação porto/cidade e fomos reconhecidos pela AAPA. Isso demonstra que estamos no caminho certo e o governador Ratinho Júnior sempre indicou que o melhor caminho para o desenvolvimento sustentável dos portos passa pela comunidade que nos abriga. Deixo meu agradecimento a toda nossa comunidade, ao nosso time e a todas as pessoas que sempre acreditaram nessa proposta de fortalecimento”, agradeceu Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná e presidente da ABEPH. Já o diretor Jurídico, Marcus Freitas, lembra que essa premiação marca uma gestão de quase cinco anos que está modernizando os Portos de Paranaguá e Antonina. “É um prêmio importante, um reconhecimento muito grande para a Portos do Paraná nestes cinco anos de gestão e que nos incentiva a continuar fazendo esse trabalho que é visto no Paraná, no Brasil e também por vários outros países do mundo”, apontou. Ação premiada A Corrida do Porto, ação que foi premiada nos Estados Unidos, ocorreu em 16 de abril, com a participação de mais de mil atletas em quatro modalidades: corridas de 5 e 10 quilômetros, caminhada e circuito infantil. O valor arrecadado com as inscrições foi revertido em cestas básicas entregues às instituições do litoral paranaense. No total, foram mais de 14 toneladas de alimentos nessa ação que também foi solidária. Com informações da Portos Paraná: https://www.portosdoparana.pr.gov.br/Noticia/Portos-do-Parana-ganha-premio-nos-EUA-por-relacionamento-com-comunidade

Seca, investimentos e sustentabilidade são temas de debate entre autoridades portuárias do Norte e Nordeste no 4º Enaph

Debates foram divididos em dois painéis, com foco nas regiões Norte e Nordeste, Sul e Sudeste Autoridades portuárias que integram a Associação Brasileira de Entidades Portuárias e Hidroviárias (ABEPH) participaram nesta terça-feira (17) do  4º Encontro Nacional de Autoridades Portuárias e Hidroviária (ENAPH), em Brasília. Entre os temas debatidos no evento, estavam as estratégias para minimizar os impactos da estiagem nos terminais portuários, as expectativas de investimentos para os próximos anos, a gestão dos portos públicos e boas práticas de sustentabilidade. Na abertura do evento, o presidente da ABEPH, Luiz Fernando Garcia, destacou que o encontro nacional proporciona a troca de experiências entre as autoridades portuárias do país, na busca do desenvolvimento do setor sob a ótica de quem tem a responsabilidade de comandar os portos públicos. Além disso, devido à complexidade das questões enfrentadas pelas autoridades portuárias em um país de dimensões continentais, como o Brasil, Garcia enfatizou a importância de uma abordagem estratégica específica para as regiões Norte e Nordeste em comparação com o Sul e Sudeste. “Nossa participação se dá na intenção de uma análise única nas autoridades portuárias frente a nossa indústria. E nós teremos dois grandes blocos de discussões. Em um país de dimensão continental como é o Brasil, faz-se necessário nós separarmos [o debate] porque a realidade do Norte e Nordeste normalmente é diferente daquilo que encontramos no Sul e Sudeste”, comentou. Esse enfoque estratégico permitiu uma análise mais aprofundada das necessidades e desafios específicos de cada região, promovendo assim soluções mais eficazes e direcionadas para o setor portuário em todo o país. Investimentos e desburocratização No primeiro painel, com o tema “Infraestrutura portuária nas regiões Norte e Nordeste”, contou com a participação de Gilberto Lins, presidente do Porto de Itaqui (Maranhão); Gilmara Temóteo, diretora-presidente da Companhia de Docas do Estado da Bahia (CODEBA); Marcio Guiot, presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape (Pernambuco); e Marcello Di Gregório, diretor da Super Terminais (Amazonas). A atração de investimentos a longo prazo, planejamento e gestão portuária foram alguns dos principais assuntos debatidos no painel. Para Gilberto Lins, presidente do Porto de Itaqui, os novos investimentos são essenciais para o desenvolvimento do setor portuário. “O Norte e Nordeste têm sido consideradas uma das últimas fronteiras agrícolas do país. E nós temos buscado atender o agro, não temos como fugir disso, ao contrário, temos que buscar investimentos para essa área. Então, temos um projeto arrojado de construção de mais quatro berços. Também temos uma busca incessante nas concessionárias, para a construção ferroviária, e temos novos investimentos e novos arrendatários”, comentou. Marcio Guiot, presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, falou da expectativa de conclusão do novo terminal de contêineres no complexo, com investimento previsto de R$ 1,6 bilhão. “Ele [o novo terminal] vem para praticamente dobrar a capacidade, então estamos falando do planejamento. Uma das grandes missões das autoridades portuárias é trabalhar olhando sempre à frente. No Brasil, infelizmente, a gente deixa chegar em situações de gargalo para começar a correr atrás”, disse. Ele ainda citou que um dos desafios do porto tem a ver com a continuação das obras de dragagem no complexo. A presidente da CODEBA, Gilmara Temóteo, enfatizou a importância da continuidade dos projetos e da simplificação da gestão dos portos públicos. “Creio que a descontinuidade da gestão acaba de certa forma influenciando [problemas de planejamento] e é preciso e cuidado e atenção no que for planejado e feito para que a gente, mesmo que de passagem, deixe um legado para que haja continuidade [no que foi planejado]”, afirmou. Ela citou que algumas medidas poderiam ser implementadas para flexibilizar e agilizar os processos de gestão dos portos. “A questão do conhecimento do tema passa até mesmo por este fórum. Às vezes, a gente precisa debater processos com autoridades de grande nível e, surpreendentemente, a gente percebe que não há tanto conhecimento do que está sendo tratado. Então, acredito que quanto mais conhecimento, integração e interação dessas ações e até mesmo de políticas que possam ser uníssonas para todos os portos”, completou. Seca no Amazonas Outro tema abordado no primeiro painel teve a ver com a atual estiagem no Norte, o que tem afetado a logística na região. Marcello Di Gregorio, diretor do Super Terminais (Amazonas), enfatizou a urgência do planejamento para evitar a paralisação das operações portuárias. Em sua fala, Di Gregorio expressou preocupação com a perspectiva de que o fenômeno se repita no próximo ano, possivelmente de forma ainda mais intensa. “Não vemos horizonte, não vemos melhora. o Brasil sempre trabalha sempre reativamente. Desde que Manaus é Manaus nós temos esse problema [da estiagem], só que este ano foi muito mais severo. Terminais estão há 28 dias sem receber um contêiner e só vamos receber daqui 11 ou 12 dias.” Di Gregorio destacou a importância de utilizar os dados disponíveis para um planejamento eficaz. Ele salientou ainda que, com as informações em mãos, as autoridades portuárias podem se preparar para os desafios que o próximo ano pode trazer. O debate ressaltou a necessidade de ações coordenadas entre as autoridades, setor privado e sociedade civil para enfrentar os efeitos cada vez mais frequentes e intensos das mudanças climáticas na região Norte. A seca não apenas afeta a movimentação de cargas nos portos, mas também tem impactos significativos na economia local, no abastecimento de água e no meio ambiente. O almirante Wilson Pereira de Lima Filho, presidenta da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), afirmou que há “preocupação extrema” do governo com a seca na Amazônia. “Realmente, iniciar as soluções quando já tivermos o problema não é o certo. O governo federal está preocupado ao extremo com o que está acontecendo na Amazônia e estamos prontos para ajudar no que puder para que não aconteça a mesma coisa no ano que vem”, disse. Sobre o ENAPH A 4ª edição do Enaph é promovido pela Abeph dentro da programação do Brasil Export, em Brasília. O objetivo do encontro é promover a discussão de questões operacionais, administrativas e técnicas para o desenvolvimento permanente do sistema portuário nacional.

Oportunidades e investimentos no Sul e no Sudeste são destaques de debate da 4º edição do ENAPH

Autoridades portuárias das regiões Sul e Sudeste debateram soluções para a infraestrutura portuária das regiões. Com o tema “Infraestrutura Portuária nas regiões Sul e Sudeste”, o segundo painel do  Encontro Nacional de Autoridades Portuárias e Hidroviária (ENAPH), em Brasília, reuniu autoridades portuárias para debater o cenário onde a eficiência operacional é vital para o abastecimento do país e a competitividade internacional. As autoridades portuárias ainda destacaram a necessidade de enfrentar gargalos crônicos e promover melhorias significativas no setor. Questões como a profundidade do canal de navegação e os acessos terrestres aos portos estiveram no centro das discussões. O presidente do Porto de Santos, Anderson Pomini, enfatizou a importância de obras prioritárias para melhorar o acesso aos portos e anunciou planos para o aprofundamento do canal de Santos, aumentando o calado de 15 metros para até 17 metros, a fim de receber navios de maior porte. Para garantir a viabilidade da expansão, técnicos e especialistas foram contratados para conduzir estudos técnicos detalhados. Além disso, Pomini destacou a inclusão da extensão da perimetral nas margens do porto como parte das obras do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, uma iniciativa que promete modernizar e expandir a infraestrutura portuária. “O aprofundamento do canal, mais as duas obras das perimetrais, tem orçamento de R$ 1 bilhão para o final do próximo ano (…) No início de 2025 já teremos reflexo [da expansão] e aumento da nossa capacidade de movimentação de cargas, em especial para que esses navios acima de 366 possam ter acesso assegurado pelo nosso canal”, completou. A diversidade de modelos de gestão, com alguns portos delegados a governos estaduais e outros, como o Porto de Vitória (VPorts), recentemente concedidos à iniciativa privada, torna ainda mais desafiador o desenvolvimento de políticas públicas integradas de médio e longo prazo. Rodrigo Braga, diretor jurídico e de administração e finanças da V Ports, afirmou que um dos desafios do porto é diminuir a capacidade da rodoviária e recapacitar a malha ferroviária da região. “A ideia é que a gente consiga recuperar a malha ferroviária dentro do porto e atrair novas cargas, como a exportação de farelo de soja e na importação de fertilizantes”, completou Braga. Ele ainda comentou que há estudos em curso para aumentar a largura do canal e possibilizar a atracação de navios maiores. Além de planos para melhorar o acesso rodoviário ao porto, inclusive com recuperação de pontes. Cristiano Klinger, diretor-presidente do Portos RS, destacou as transformações pelas quais o porto passou recentemente. Em maio do ano passado, a entidade evoluiu de uma autarquia vinculada à Secretaria de Logística e Transportes do Estado para uma empresa pública. De acordo com Klinger, essa transição proporcionou à autoridade portuária maior autonomia na gestão do orçamento e na tomada de decisões. “Ao assumirmos essa mudança, a grande motivação era ter essa agilidade e capacidade de conseguir fazer os investimentos. Essa amarra toda de uma autarquia, vinculada ao governo, demanda um esforço muito grande para executar algumas coisas. Essas mudanças nos permitiram fazer os investimentos necessários e tocar o processo”, comentou. De acordo com Klinger, em um ano e meio de empresa pública, R$350 milhões já foram investidos ou estão contratados para melhorias da infraestrutura e inovação na Portos RS. Cleverton Elias, diretor-presidente do Porto de São Francisco do Sul, destacou a assinatura de contratos permanentes de batimetria para todo o canal de acesso, incluindo os berços de atracação. O objetivo do trabalho é mapear as profundidades da área portuária, realizando um levantamento da topografia submarina. Essas informações essenciais para garantir a segurança das embarcações, pois identificam possíveis locais assoreados. “A primeira medida que adotamos foi de ter um contrato para medir, saber controlar e planejar a necessidade das obras de dragagem de manutenção. Estamos planejando, para o início de 2024, uma dragagem de manutenção para assegurar a condição atual, que é essencial. Num segundo momento, estamos discutindo uma dragagem de aprofundamento e alargamento do canal externo, temos essa necessidade. Estamos na iminência de ter a licença ambiental de instalação e construindo a financiabilidade dessa obra”, disse. Sobre o ENAPH A 4ª edição do ENAPH é promovida pela Abeph dentro da programação do Brasil Export, em Brasília. O objetivo do encontro é promover a discussão de questões operacionais, administrativas e técnicas para o desenvolvimento permanente do sistema portuário nacional. Ao longo dos anos, paineis técnicos reuniram dezenas de presidentes, diretores e gerentes de portos e hidrovias, além de autoridades do Governo Federal e de agências reguladoras para discussão do setor. Brasil Export O Brasil Export é um Fórum permanente, multisetorial, agregador e organiza dinâmicas para promoção do diálogo entre os diferentes agentes envolvidos com as operações portuárias, de logística e de infraestrutura. Atualmente, o fórum e seus organismos contam com mais de 250 conselheiros, profissionais qualificados e que atuam no setor privado, em entidades representativas e no poder público. A edição de 2023 aconteceu em Brasília e segue até 18 de outubro. Os painéis e discussões transmitidos e você pode conferir a programação completa aqui: https://forumbrasilexport.com.br/eventos/evento-brasil-export/

Associação Mundial de Infraestrutura de Transporte Aquaviário (PIANC) é instalada oficialmente no Brasil

Com a seção nacional, o país poderá participar ativamente da PIANC apresentando questões brasileiras e dando opiniões, sugestões ou direcionamentos de estudos sobre transporte aquaviário. Na última terça-feira, ocorreu o lançamento da seção nacional (SN) da Associação Mundial de Infraestrutura de Transporte Aquaviário (PIANC), em Brasília. O anúncio foi feito durante o evento Brasil Export pelo presidente da Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (ABEPH), Luiz Fernando Garcia, e pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Eduardo Nery. A associação é uma organização internacional com membros em 66 países que tem como objetivo oferecer orientação e consultoria técnica para infraestrutura de transportes aquaviários sustentáveis. Para o presidente da ABEPH, a chegada do organismo internacional é um avanço para o setor de navegação e portuário do país. “Por muitos anos, o Brasil não teve uma seção nacional estabelecida com participação e assento de destaque para que a gente pudesse chegar nesse momento em que as grandes discussões sobre as melhores práticas, principalmente de engenharia e de sustentabilidade, sejam trazidas com foco também no Brasil”, afirmou.   A ABEPH será a responsável pela operacionalização da PIANC no Brasil. Com isso, Garcia também assumiu a presidência da SN. “Aqui já fica o convite para a associação daqueles que pretendem fazer parte. Mesmo antes do anúncio, já tínhamos um grande número de brasileiros associados à PIANC internacional, – empresas ou pessoas físicas. Agora é a chance de o Brasil, mais uma vez, mostrar a sua força nas grandes discussões do nosso setor”, completou Luiz Fernando. O diretor-geral da ANTAQ e primeiro delegado da PIANC no Brasil, Eduardo Nery, também celebrou o lançamento da SN. “A oficialização consolida o comprometimento da agência com a PIANC, uma organização de referência mundial no transporte aquaviário. O anúncio oficial também mostra que ANTAQ está em constante busca pelas melhores práticas internacionais para regular e estabelecer o transporte aquaviário sustentável no país”, declarou Nery. O compromisso de criação da seção nacional da PIANC foi assumido em novembro de 2022 com a assinatura de um memorando de entendimento entre a ANTAQ, a PIANC e a ABEPH. Esse foi o primeiro passo para garantir o pleno desenvolvimento da seção, trazendo uma maior participação do setor aquaviário brasileiro na organização internacional. “Agora, as normas da PIANC vão poder refletir com maior fidedignidade a nossa realidade, o que antes talvez não estaria se refletindo nas normas da PIANC. O sentimento é de realização”, completou Nery. A secretária nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA), Mariana Pescatori, destacou a importância de o Brasil estar integrado a grupos técnicos com referências internacionais, para que o Brasil consiga avançar no desenvolvimento da área técnica do setor. “É importante que a gente tenha adesão para que a gente possa efetivamente colocar os nossos portos e terminais em nível internacional”, comentou. Sobre a PIANC A PIANC é uma organização global criada em 1885, sem fins políticos e lucrativos, composta por membros de governos nacionais, empresas privadas, indústria, especialistas acadêmicos e jovens profissionais. A organização global agrega fóruns onde profissionais de todo o mundo se reúnem para fornecer consultoria especializada em infraestrutura econômica, confiável e sustentável para facilitar o crescimento do transporte marítimo. É o principal parceiro do governo e do setor privado na concepção, desenvolvimento e manutenção de portos, hidrovias e áreas costeiras. A associação internacional possui membros em 66 países, incluindo 44 membros qualificados, cerca de 500 membros corporativos e 1.800 membros individuais. O objetivo do instituto é fornecer orientação e consultoria técnica para infraestrutura de transportes aquaviários sustentáveis. O público-alvo são portos marítimos e hidrovias em países desenvolvidos ou em desenvolvimento. Saiba mais sobre a PIANC no site: https://www.piancbrasil.com.br/

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